Ébano: primeira parte

04/12/2019

Um dos retratos de Gladis Pedroso pelo pintor João Fahrion, seu fã ardoroso (Foto: Alexandre Heckler)

 

  • O deslumbramento do sábio Rei Salomão pela negra Belkiss, rainha de Sabá, resultou na Etiópia, cujos habitantes se ufanam de ser descendentes dos dois amantes reais.

 

  • As mulheres negras sempre exerceram um fascínio desde a minha infância. São lembranças inesquecíveis de Damázia, Carolina, Rosalina e Luiza, entre outras, que acompanharam minha infância. Uma das minhas Musas da juventude foi Gladis Pedroso, cuja avó, que tinha sido escrava, morava no alto do morro do Menino Deus com os filhos e netos. Gladis, uma paixão amiga, tinha entre seus inúmeros fãs o pintor João Fahrion, que a retratou várias vezes. Um dos retratos vocês podem ver na abertura do site.

 

  • Ainda do morro do Menino Deus, duas negras, mãe e filha, Doninha e a dançarina Cubanita de Bronze, conquistavam as atenções especialmente no footing de fim de tarde na Rua da Praia.
     

 Musa: Deise Nunes (Foto: Pedro Antônio Heinrich/Banco de imagens)

 

  • Deise Nunes, uma das evidências da beleza gaúcha, foi um encantamento à primeira vista. Logo ao chegar num dos bailes realizados pela Prefeitura de Porto Alegre, abrindo o Carnaval nos salões da Sogipa, deparei com ela fantasiada de baiana. De imediato, declarei-me seu admirador para surpresa dela com o arrebatamento. Foi merecidamente escolhida como a primeira Miss Brasil negra, para orgulho nosso.
     

Ângela Chaves dos Santos: evidência de requinte no jardim do Palácio Piratini (Foto: Pedro Antônio Heinrich)

 

Ângela Chaves dos Santos: escolhas de cores em sintonia com as tonalidades que representam os países dos visitantes ilustres  (Foto: Paulo Gasparotto)

 

  • Ângela Chaves dos Santos, a atenta e solícita participante da portaria do Palácio Piratini, tem requintes como, em ocasião de visitas de diplomatas de outras latitudes, criar trajes nas cores das bandeiras dos países representados pelos visitantes.

 

Xodó antigo: Celita Cardoso, minha companheira  (Foto: Reprodução)

 

  • Minha mais longa ligação, quase cinco décadas de convívio, é com Celita Cardoso, cuja sensibilidade e as observações de humor inteligente são tempero equivalente às delicias que me proporciona à mesa. Aderindo às recentes celebrações, destaco meu encantamento com a raça negra que é perene e entusiasmante.

 

 

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