Paixão, versão do Morro da Cruz

O vereador Aldacir Oliboni vive Jesus Cristo há mais de 40 anos na tradicional encenação (Foto: Divulgação)
# Acompanhei o início da 67ª edição da Paixão de Cristo com celebração religiosa no interior do Santuário São José do Murialdo, na Rua Vidal de Negreiros.
# Na continuidade, o público se juntou à procissão e subiu morro acima por mais de 1,5 quilômetro, ao rufar de tambores, atrás de Aldacir Oliboni, que representa Cristo na encenação há 43 anos.
# Ao lado de Oliboni, 120 pessoas participam da apresentação. Cerca de 60 são moradores da própria comunidade, que vestem as roupas de soldados romanos e habitantes de Jerusalém ao lado de atores profissionais.
# Camilo de Lélis dirige a encenação há mais de 25 anos. Nesta edição, ele quis dialogar com a Campanha da Fraternidade 2026, da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, cujo tema é Fraternidade e Moradia, com o lema Ele veio morar entre nós (João 1,14).

A atriz e cantora Denizeli Cardoso interpretou a Santa Ifigênia da Etiópia (Foto: Bruno Todeschini/Agência RBS)
# A escolha trouxe uma devoção pouco conhecida no sul do país: Santa Ifigênia da Etiópia, princesa do século I, convertida ao Cristianismo pelo apóstolo São Mateus e considerada a primeira santa africana. Na abertura, a atriz e cantora Denizeli Cardoso interpretou a Santa, segurando uma maquete de casa. Anjos distribuíram santinhos ao público com a imagem de Ifigênia e, no verso, uma oração pedindo pela moradia própria.
# A montagem também trouxe cenas sobre feminicídio e maus-tratos a animais, incluindo uma homenagem ao cachorrinho Orelha, que virou símbolo da lei de proteção animal.
# Quando Cristo se levantou do cenário, crianças correram até o palco e o abraçaram, em um gesto espontâneo. Um belo e emocionante encerramento.
